Explicação
A transição da para o começa quando já não basta seguir uma sequência conhecida ou aplicar automaticamente princípios de abertura. A posição concreta passa a determinar o plano. Não existe um número de lance universal que marque a mudança: ela pode ocorrer cedo após um desvio inesperado ou tarde em uma variante longa e conhecida.
A primeira verificação é o desenvolvimento, isto é, o processo de levar as peças de suas casas iniciais para posições em que participem do jogo. Uma vantagem de desenvolvimento só importa se for aproveitada antes que o adversário complete o próprio desenvolvimento. Da mesma forma, iniciar um ataque enquanto várias peças continuam desconectadas pode indicar que a posição ainda não está pronta para essa ação.
Perguntas para escolher o primeiro plano
- Os reis estão seguros, e o ainda é possível ou necessário?
- Quais peões definem o centro, e quais rupturas de peões podem abri-lo ou fechá-lo?
- Qual peça está pior colocada, e onde ela poderia cumprir uma função útil?
- Quais fraquezas a abertura deixou, como um peão atrasado, uma casa difícil de defender ou uma linha aberta?
- Existe uma tática imediata que tenha prioridade sobre o plano estratégico?
Um bom lance de transição costuma ligar o que foi alcançado na abertura a uma necessidade real: completar o desenvolvimento, colocar o rei em segurança, disputar uma linha, preparar uma ruptura de peões ou impedir o plano adversário. Lances memorizados sem essa conexão oferecem pouca orientação assim que termina a teoria conhecida.
Confusões frequentes
A abertura termina em um lance fixo
A fase muda de acordo com a posição, não automaticamente no lance dez, depois do roque ou após uma troca de damas.
Fontes
- 1.Power Strategy 1: development is everything, ChessBase
- 2.Power Strategy 1 - From the Opening to the Middlegame, ChessBase
